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  • Aline Paranhos

Por que decidi compartilhar publicamente que eu estudo Bruxaria Natural?


Nasci num lar católico não (tão) praticante. Fui batizada, fiz primeira comunhão, casei de vestido branco numa igreja católica e batizei minhas filhas, como manda a tradição das nossas famílias. Confesso que tem algo nas missas que me emociona e vira e mexe faço novena. Sim, rezo terço.


Passei 4 anos sendo membro de uma igreja evangélica, onde aprendi muito sobre o amor de Jesus Cristo. Me batizei, inclusive.


Em 2006, senti o chamado da Mãe Terra e tive contato com a Wicca, que acho belíssima, mas com cujos dogmas não me identifiquei totalmente (na verdade, não me identifico é com religião mesmo). Porém, aprendi e pratiquei por um longo período os rituais da roda do ano.


Ou seja,

a fé e a espiritualidade sempre fizeram parte de mim. Eu acredito no mundo da magia, das vibrações e no poder da oração.


De uns meses para cá, Mãe Terra veio tocando meu coração uma vez mais e me chamando de volta para uma vida mais ritualística. Ouvi o chamado. Voltei a praticar meus rituais em casa e a estudar muito (vocês devem ter visto uns livros passeando pelos meus Stories no Instagram ultimamente).


Senti o desejo de aprofundar meus estudos, mas eu queria um lugar onde eu pudesse honrar os quatro elementos (ar, fogo, água e terra) sem cultuar uma divindade específica. Foi aí que, depois de muita pesquisa, decidi realizar um sonho antigo e optei pela Bruxaria Natural, que é, sobretudo, uma filosofia de vida e não uma religião.


Iniciei meus estudos na na Casa de Bruxa e eu não poderia estar mais feliz por trilhar essa jornada amparada pelos saberes da queridíssima e super reconhecida Tânia Gori.



(ritual de Lua Cheia na Casa de Bruxa, 30/11/2020)


Tá, mas por que contar isso aqui? Publicamente? Num ambiente onde exponho meu trabalho?


Bom, além do fato de que esses estudos me fornecem ferramentas para aprimorar meus atendimentos com as mulheres que se identifiquem com as práticas (e SÓ com as que se identifiquem! Sigo atendendo igualmente mulheres de todas as vertentes religiosas ou filosóficas),


a liberdade de práticas ritualísticas é uma herança preciosa que recebemos de nossas e nossos ancestrais através de muita luta, de muitas mortes, de inquisições, preconceito e muita resistência.


Sendo assim, penso que devo, no mínimo, honrar essa caminhada e ser livre.


Particular e publicamente LIVRE.


Beijos alumiados!